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André Molina se orgulha por ser benquisto em Gastão Vidigal

André Sanches Molina, nasceu em 02 de fevereiro de 1926, em Potirendaba, mas foi registrado em 1927 em Monte Aprazível. Frequentou as aulas por apenas cinco meses, “mas aprendi bastante coisa que deu para me virar”, diz.

Durante sua vida morou em algumas cidades, entre elas, Neves Paulista, São José do Rio Preto, Mirassol, Nipoã e Macaubal, até chegar em Gastão Vidigal em agosto de 1948. “Éramos em três irmãos e compramos um sítio há 10 km de Gastão”, conta Molina.

No sítio cultivou café, algodão, milho e arroz, além do gado leiteiro. Hoje já não possui mais propriedade rural em Gastão Vidigal, têm apenas em Nova Luzitânia, onde cria gado leiteiro.

Se dedicou ao serviço rural, pois de comércio não entendia. “Tem o lado positivo e o negativo, trabalhava junto com os peões no café. Tenho empregado no sítio em Nova Luzitânia, que recebe porcentagem”, afirma.

Casou-se em 23 de dezembro de 1960 com Izabel Pajares Molina, com quem teve um casal de filhos, Ari Sanches Pajares Molina e Vânia Sanches Pajares. Por enquanto não tem netos.

Orgulha-se em não ter inimizades no município. “Que eu saiba não tenho nenhum inimigo, todos me conhecem, até as crianças, não sei se faço o bem, mas me sinto bem em ser desse jeito, ajudo entidades, Hospitais de Barretos, Votuporanga e Araçatuba. Não é muita coisa, mas me orgulho”, disse.

Por ser muito amigo, diz que já foi prejudicado. “Não lembro de ter devido para alguém e não pagar, mas levei muito prejuízo já, emprestando cheque para pessoas, ser avalista em banco, acho que se somar perdi um valor de R$ 300 mil com isso”, acredita.

Sua amizade também se estendeu com os políticos, mesmo assim nunca participou de política, o que fez foi apenas exercer seu direito ao voto.

Acostumado a caminhar e trabalhar, desde que operou o fêmur, mudou seu dia-a-dia, hoje fica mais em casa, visita seu sítio e se dedica muito com os cuidados com a esposa. “Contamos com três empregadas, duas para ajudar a cuidar da minha esposa e uma para zelar da casa”, destaca.

“Minha vida é procurar acertar o melhor possível. Gosto de Gastão Vidigal, mas sinto saudade também de morar em Rio Preto. Mas aqui tenho a minha liberdade. Não é casa de luxo, mas para mim é de muito conforto, para quem morou em casa de sapé está bom demais. Pelo conhecimento que tenho aqui, pretendo terminar minha existência aqui mesmo. Eu vejo luta e desarmonia em toda cidade, aqui se eu precisar de qualquer coisa, mercado, farmácia, se tenho dinheiro compro, se não tenho compro também. A cultura que recebi foi do mato, do sítio, então por isso considero o município uma colônia também”, desabafa Molina.

Durante a entrevista em sua varanda, o senhor André Molina recebeu vários cumprimentos de “Boa Tarde” de pessoas que passavam pela calçada. “Aqui é assim, todo mundo me conhece graças a Deus. Sinto bem em receber as pessoas em casa, na medida do possível recebo com todo prazer”, finaliza.

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